Marcus Peixoto é eleito Presidente da SOBER

O consultor legislativo Marcus Peixoto, ex-Presidente e atual Diretor de Administração da Alesfe, foi em 20/11 /2024 eleito Presidente da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural – SOBER, para mandato de 3 anos, que se inicia em julho de 2025. Desde julho de 2021 o consultor exerce o cargo de Diretor Secretário da SOBER, tendo nos 4 anos anteriores, exercido o cargo de conselheiro fiscal.

A SOBER é uma sociedade científica criada em 1959, sediada em Brasília, com mais de 500 associados ativos, em sua maioria pesquisadores, professores universitários e estudantes de graduação e pós-graduação, nas áreas das Ciências Sociais rurais. A entidade realiza anualmente congressos nacionais, dos quais participam de 600 a 800 congressistas. Além de apresentados centenas de artigos e resumos expandidos, organizados em 13 grupos temáticos. Além de aula magna na abertura, são promovidos seis painéis principais, com 3 palestrantes cada. São ainda organizadas pelos congressistas associados, dez a quinze sessões de debates. Lançamento de livros, minicursos e visitas técnica também fazem parte da programação. O Congresso da SOBER é considerado o maior da área, na América Latina, e frequentemente conta com participação de pesquisadores internacionais. Além do congresso nacional, a SOBER também promove encontros regionais, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

Os trabalhos apresentados nos congressos e encontros dão origem a anais publicados online de forma aberta, e apoiam a avaliação de dezenas de políticas públicas e de processos de transformação socioeconômicas do meio rural e do Agronegócio do País como um todo.

Em 2024 a SOBER realizou no campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) o seu 62º Congresso. O 63º Congresso, durante o qual a nova Diretoria tomará posse, será sediado em 2025 pela Universidade de Passo Fundo (UPF) no Rio Grande do Sul. O 64º Congresso será realizado em 2026, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), conjuntamente com a reunião da Associação Internacional de Sociologia Rural (IRSA, na sigla em inglês), na capital Porto Alegre.

A SOBER também edita a Revista de Economia e Sociologia Rural (RESR), periódico científico de acesso aberto e avaliada por pares, publicada online desde 2002. Lançada em 1968, a RESR publica trimestralmente os resultados de pesquisas nas áreas de economia, administração, extensão e sociologia rural, a fim de promover e estimular o debate de temas e fatos de importância econômica e social, bem como colaborar no desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil e de outras partes do mundo. O s trabalhos aceitos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0) nos idiomas português, inglês e/ou espanhol, seguindo um modelo de publicação em fluxo contínuo.

A Diretoria que tomará posse para o mandato de 2025 a 2028 tem a seguinte composição:

1. Presidência: Marcus Peixoto – Senado Federal.

2. Diretoria Administrativa: Michele Lins Aracaty e Silva – Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

3. Diretoria Científica: Juliano Luiz Fossá – Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

4. Diretoria de Comunicação: Ana Paula Schervinski Villwock – Universidade Federal de Sergipe (UFS).

5. Diretoria Financeira: Valquíria Duarte Vieira Rodrigues – Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) de Goiás.

6. Diretoria de Relações Internacionais: Janaína Balk Brandão – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

7. Diretoria Regional Sul: Adriana Calderan Gregolin – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

8. Diretoria Regional Sudeste: Lucilio Rogério Aparecido Alves – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.

9. Diretoria Regional Nordeste: Alice Aloísia da Cruz – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

10. Diretoria Regional Centro-Oeste: João Ricardo de Oliveira Júnior – Universidade Federal de Goiás (UFG).

11. Diretoria Regional Norte – Ruth Helena Cristo Almeida – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

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Paulo Dantas analisa a eficácia da regulamentação das bets

Em texto para discussão de nº 334, o Consultor Legislativo do Senado Federal, Paulo Henrique de Holanda Dantas, detalhou o novo marco legal do setor das apostas esportivas.

“O novo marco legal e sua regulamentação representam um primeiro passo para conter os efeitos nocivos da disseminação das apostas esportivas. Espera-se que o Poder Público, em especial o federal, elabore uma estratégia integrada para o enfrentamento do comportamento aditivo em apostas e jogos de azar, alinhada com as melhores práticas observadas no cenário internacional e respaldada com evidências empíricas”, enfatizou Dantas.

Acesse a íntegra do texto: https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td334

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O Porre de Felicidade

Por Petronio Portella Filho*

No dia 30 de outubro, quando o Botafogo se classificou para a final da Libertadores, comemorei muito. Mas, ao final da noite, senti a volta de dois velhos conhecidos, a ansiedade e o pessimismo:

“Deus do céu. A final da Libertadores vai ser em 30 de novembro, daqui a 31 dias. Como é que eu vou conseguir esperar tanto tempo? E o Botafogo tem contra si o favoritismo. Meu time só vence decisões quando entra como azarão.”

Fui socorrido por outro defeito botafoguense, a superstição. Pensei algo que eu não tinha lido ou ouvido de nenhum jornalista profissional ou torcedor:

“Vem cá, o último título sul-americano do Botafogo foi na Conmebol de 1993. Naquele torneio enfrentamos, na semifinal e final, Atlético-MG e Peñarol. Por incrível coincidência, na Libertadores de 2024, os adversários da semifinal e final são os mesmos de 1993, com ordem invertida.

Papai do Céu aparentemente não gosta do Botafogo. Mas não acredito em coincidências. Desta vez o Todo-Poderoso mandou um sinal de que o Fogão vai ser campeão. Quaisquer que sejam as heresias e sacrilégios que cometemos no passado, fomos perdoados.

Toda superstição é ridícula, assim como todo fanatismo. No meu trabalho de economista, me esforço para ser científico, racional e não aderir à manada de místicos que idolatram o Mercado. Aí vem o Botafogo e estraga tudo. Ele me faz aderir a uma manada de loucos. E sou pior que a média. Outro dia um colega consultor disse que, quando o Botafogo entra na discussão, minha inteligência desaparece. O colega em questão não é flamenguista, é botafoguense. Ou seja, meu caso é grave.

Pois bem, lá estava eu, no 30 de outubro, ansioso por um jogo que iria se realizar no longínquo 30 de novembro. No dia seguinte, iniciei a lenta e dolorosa contagem regressiva. Faltam 30 dias, 29, 28…

Na semana do jogo, levantei da cama com frio na barriga todos os dias. No dia do jogo, estava tão tenso que pensei em tomar uma jarra de café para justificar o estado de superaquecimento em que já me encontrava.

Não tomei nada, não ia me fazer bem. Eu preferia tomar um calmante, mas não tinha nenhum em casa. Fiquei irritado comigo. “Sou um idiota. Tive 31 dias para me preparar e, sendo cardiopata, não pedi calmante a nenhum médico.”

Foi quando me lembrei de um estratagema mental que usava quando era criança e entrava no consultório do dentista. Eu mentalizava a paz que sentiria 1 hora no futuro, quando saísse daquela sala de torturas.

No 30 de novembro, entrei na sala de tv com a seguinte atitude mental. “Às 19 horas, o teste de resistência cardíaca estará terminado. O tempo é meu amigo. Eu consigo suportar a derrota. O que eu não consigo mais suportar é o suspense.”

Completamente pilhado, comecei a assistir ao jogo. Logo vi que eu não era o único pilhado. Aos 30 segundos de jogo, um jogador do Botafogo chutou a cabeça do adversário e foi expulso. Foi a expulsão mais rápida da história da Libertadores. Meu time começou bem, quebrando um recorde.

O Botafogo ia ter que jogar com um a menos contra um adversário que, nos últimos quatro jogos da Libertadores, marcou 5 gols e tomou 1. Jogamos na retranca, o que curiosamente é melhor para o Botafogo. Marcamos dois gols no final do 1º tempo. Pensei que poderia relaxar no 2º tempo. Ledo engano! No 1º minuto tomamos gol de cabeça de um… baixinho, em cobrança de escanteio. Tem coisa que só acontece com o Botafogo.

O Atlético jogou muito no 2º tempo, que foi tão tenso como o 1º. O 3º gol do Botafogo só surgiu no último lance do último minuto da prorrogação. Quebrou-se outro tabu, em vez de tomar gol no último minuto, o Botafogo marcou. Quando terminou o jogo, eu estava eufórico e pensei em beber algo para comemorar.

Aí descobri que eu já estava de porre. Eu tinha tomado um porre de felicidade. Tomo duas únicas drogas estimulantes, o café para me animar e o álcool para relaxar. Naquele dia mágico fiquei excitadíssimo sem cafeína, depois relaxadíssimo sem álcool.

Mais que relaxado, me senti em estado de graça, no paraíso. Por pouco não vivenciei a súbita iluminação de Buda e me transformei num santo.

Iniciei a comemoração do título botando no Spotify o samba enredo de 1989 da União da Ilha, Festa Profana:

“Eu vou tomar um porre de felicidade, Vou sacudir, eu vou zoar toda a cidade.”

*Petronio Portella Filho é Consultor Legislativo do Senado Federal (aposentado)

Crédito da imagem: Mário Alberto (O Globo)

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Helder Rebouças debate a previsão de recursos destinados ao Nordeste em 2025 pela União no ILECE&Trends Experience

Durante o ILECE&Trends Experience, o Consultor Legislativo do Senado Federal, Helder Rebouças, apresentou as perspectivas dos recursos do orçamento público da União de 2025 e das emendas parlamentares destinados à Região Nordeste e ao Estado do Ceará.

O evento também contou com a apresentação do Presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, sobre os cenários de crédito da Instituição aos setores econômicos da Região.

A iniciativa foi organizada pelo Dr. Marcos André Borges e Dr. Roberto Araújo, ambos do ILECE-Instituto de Lideranças Empresariais do Ceará.

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Tatiana Feitosa, Luana Bergman e José Edmar debatem o novo PNE para o decênio 2024-2034

Em texto para discussão de nº 335, os Consultores Legislativos do Senado Federal, Tatiana Feitosa de Britto, Luana Bergmann Soares e José Edmar de Queiroz, detalharam o novo o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2024-2034.

A iniciativa buscou oferecer um apanhado geral do debate sobre o novo PNE, recuperando suas origens, delineando sua futura tramitação legislativa, analisando o texto e contrastando-o com o do PNE vigente.

Acesse a íntegra do texto: https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td335

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